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Museus Virtuais
CYBERMUSEU
 


Museus virtuais oferecem ao internauta acesso a obras e acervos preciosos, guardados a quilômetros de distância. Especialistas ressaltam a importância deles para as pesquisas
Walter Sebastião

Que tal selecionar obras do acervo do Museu do Louvre, em Paris, colocá-las numa sala e convidar amigos para visitá-las? Ou manusear peças de mais de 2 mil anos do Museu de Arquelogia de Lisboa? E, quem sabe, ajudar na segurança dos acervos brasileiros, vigiando-os 24 horas?
Tudo isso é possível graças à internet, por meio de visitas a museus digitais – ou cybermuseus, nome técnico adotado por especialistas. O caminho para chegar até eles é um labirinto babélico de links, mecanismos de navegação e de busca. O acesso depende de programas devidamente instalados no computador. Mas o impacto da internet sobre os museus e acervos incendeia a imaginação de muita gente. Ainda é promessa, mas os especialistas garantem: ela está a caminho de se tornar realidade. Parece coisa de adolescente, mas quem vibra com a ideia são os pesquisadores.

Já existem cybermuseus? “Já. E consolidados, vinculados a pesquisas de nível médio, superior e projetos de apoio a estudantes”, responde o baiano José Cláudio Alves de Oliveira, de 41 anos, líder do Grupo de Estudos sobre Cybermuseus e pesquisador virtual do Grupo de Estudos sobre Museologia, ambos vinculados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

José Cláudio esclarece que não está se referindo a páginas publicitárias ou com programação de instituições. E não se trata da substituição do local físico onde as pessoas vão passear, comer pipoca, ver exposições. A novidade vem da ampliação do acesso a obras, textos e informações qualificadas. Esse processo colabora, decisivamente, para o avanço da pesquisa científica, sem o desconforto de viagens longas e de consultas a acervos desorganizados.

DEMOCRACIA “Os cybermuseus são mais democráticos que as instituições tradicionais, pomposas e formais, só dedicadas a grandes nomes. Neles, qualquer um – famoso ou não – pode incluir sua história. Ninguém precisa ser Getúlio Vargas ou Napoleão para estar no museu”, explica José Cláudio. De acordo com ele, a palavra museu remete a Mnemosis, deusa da memória. “Os museus digitais resgatam melhor essa dimensão, que vem dos gregos, do que as casas tradicionais”, observa.

O surgimento de acervos virtuais, conta José Cláudio, mexeu com as instituições físicas. Atualmente, elas têm investido em mecanismos que convocam o público a participar, abandonando a outrora distância olímpica entre os tradicionais museus e os mortais.

BLOG Já estão superadas as críticas do francês Pierre Levy de que os museus digitais eram catálogos eletrônicos de má qualidade – corretas em 1999, quando foram proferidas. “A situação atual é outra. O Museu da República, infelizmente tirado do ar, permitia que o internauta vigiasse o acervo. Há dois anos, foi uma dessas pessoas que, observando movimentos suspeitos em horário avançado, ligou para a direção da casa, que acionou a polícia e impediu o roubo”, informa José Cláudio, professor de comunicação e museologia que dedicou seu doutorado ao estudo de museus virtuais.
José Cláudio explica que há dois tipos de museu digital. Parte deles tem interface eletrônica de uma instituição física, disponibilizando banco de dados que se abre para os objetos da coleção. “Alguns contam com conteúdo imagético e textual de alta qualidade”, elogia o professor. Bons exemplos são os museus de Arte Moderna de Nova York, Britânico, do Louvre e do Massachusetts Institute of Technology. Por outro lado, há os cybermuseus, exclusivamente digitais. “Eles ainda são capengas, de acesso lento, o que não depende só do museu, mas de contribuições de qualidade”, pondera José Cláudio. Nesse segmento, merecem atenção o Museu Virtual de Arte (Muve), o Museu Etnológico do Canadá e o Museu da Pessoa – “um dos melhores exemplos mundiais do setor”, segundo ele.
Entretanto, o pesquisador lembra que podem ser encontrados na rede “aqueles museus que, em termos de arquitetura, são piores do que blog”. Para funcionar bem, eles dependem de quatro sistemas: documentação, exposição, conservação e ação cultural e educativa. “É isso que faz dele uma fonte científica”, completa José Cláudio, reivindicando cobranças mais rigorosas das instituições brasileiras, inclusive das físicas, no sentido de melhor sistematização do que elas exibem.



ENDEREÇOS 


• Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa (www.mnarqueologia-ipmuseus.pt) – No setor coleções, tem peças rotativas, que o internauta pode girar.

• Museu Virtual do Cartoon (www.cartoonvirtualmuseum.org) – Textos e galerias temáticas abordam assuntos variados, como futebol e Barack Obama, por exemplo.

• Museu de Arte Moderna de Nova York (www.moma.org) – Informações e programação. No item explore tem seção multimídia.

• Museu do Louvre (www.louvre.com) – Informações e acervo de uma das instituições mais famosas do mundo.

• Museu Virtual de Artes (www.elpais..com.uy/muva) – Prédio, salas, mostras permanentes e temporárias exclusivamente virtuais.

• Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net) – Relatos de vida em diversas mídias.

• Rhizome at the New Museum (www.rhizome.org) – Espaço com diversos trabalhos de webart, que direcionam para sites de artistas que trabalham com meios eletrônicos.
 



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