:: Vistas Técnicas ::

VISITA EXPLORATÓRIA À FEIRA DE ANTIGUIDADES DO “COLÉGIO ARNALDO”

 

“FEIRA DE ANTIGUIDADES OU GABINETES DE CURIOSIDADES?”

 

     “Encantador”, assim define Reinaldo Leite, ex-bancário que comercializa objetos antigos há cerca de três anos na Feira de Antiguidades do Colégio Arnaldo. “ Objeteiro”, como ele mesmo se denomina, Reinaldo nos conta que é emocionante quando chega alguém que, ao olhar para um dos objetos de sua barraca, se lembra da casa da avó quando ainda era criança e na mesma hora leva o objeto para casa. “Os objetos ajudam a resgatar a história das pessoas e só num lugar como esse isso é possível”, comenta o feirante.
Adriano Amaro Bossi, também “objeteiro” de profissão, vem todas as semanas de Cordisburgo, cidade do  interior de Minas Gerais, para comercializar seus objetos na feira. Ele nos revela que sua grande paixão são os livros. Para Adriano, as pessoas que se dedicam a colecionar algo querem ter aquilo que ninguém tem. E esse é um dos principais motivos  que mantém vivo o impulso do colecionador.  
    A cada barraca a feira surpreende pela variedade de objetos que oferece. De utensílios domésticos a objetos de  decoração, de relógios e jóias a máquinas fotográficas e canetas tinteiro, de moedas e notas antigas a revistas fora de circulação, de bonecas de louça a brinquedos intrigantes, de coleções de chaveiros e caixas de fósforos a pingüins de geladeira, enfim, uma pequena amostra da arqueologia  de pessoas e famílias do final do século XIX até os dias de hoje.
Outro ponto que chama a atenção são os freqüentadores e as longas conversas que os objetos expostos suscitam no corredor de árvores da Av. Bernardo Monteiro, local onde a feira está atualmente instalada. Algumas pessoas chegam a “bater ponto” na feira toda semana em busca de um determinado objeto, da safra de determinada época, e passam para ver se esta semana vão ter sorte em aumentar sua coleção. Existem os curiosos e os que, ao visitarem a feira em família, dão um pulo na própria infância para contar aos filhos sobre como as coisas eram quando eles tinham a idade deles.
     Em meio a esse clima de encantamento, curiosidade e lembranças, parte da equipe do LACTEA realizou uma visita exploratória à feira para estudar a viabilidade de realização de um documentário.  A dúvida provocada pelo título, e outras que possam surgir, esperamos esclarecer durante as filmagens, nos resta esperar.
 
 

 

 

MUSEU EXPLORATÓRIO LEONARDO DA VINCI

 “MUSEU É PARA CURTIR!!!!”

 

     Imagine uma sala de aula onde conceitos científicos podem ser experimentados, onde a tradicional dupla quadro e giz é, por alguns instantes, minutos, horas, substituída  por objetos e artefatos que podem ser tocados, sentidos, manuseados. Um local onde as velhas fórmulas que custam a entrar em nossa cabeça nos são apresentadas de maneira simples, prazerosa. Essa é uma abordagem rotineira para os visitantes do Museu Exploratório Leonardo da Vinci.
     Concebido à partir de projetos e idéias vindas à tona na SBPC de 1997, esse museu tomou corpo através do físico Carlos Henrique Albuquerque Mendes. Inicialmente sob a forma itinerante, o museu funciona, nos dias de hoje, na cidade de Lagoa Santa, Minas Gerais.
     Seu fundador recebeu integrantes do LACTEA quando de sua instalação temporária em uma escola de Belo Horizonte. É o próprio Carlos que se encarrega de receber os alunos e realizar a mediação. Para ele, a mediação entre os objetos e o público é o sucesso do Leonardo da Vinci. O físico atribui ao seu museu o caráter interativo. Em sua concepção, interatividade não é apenas deixar os meninos livres, afinal de contas, quando se trata de museu é necessário que haja o respaldo do conhecimento. A interação é necessária mas, desde que devidamente mediada. Segundo ele, no Brasil não possuímos a cultura de ler e, ainda, para a cultura brasileira não funciona investir em monitoria como funciona nos museus de Ciência e Tecnologia fora do país.
     A demonstração é interativa e a interação nos leva a pensar, a questionar, ele pondera. O museu precisa criar o clima, o ambiente propício para a investigação e a discussão. Nesse sentido, o museu irá cumprir o papel de que as coisas não são imediatas. “As crianças de hoje não conhecem a chave de fenda, por exemplo, não tem a curiosidade de abrir os equipamentos, de saber como funcionam, estragou, joga fora e compra outro!”
Museu é “para curtir”, é preciso tempo para brincar e experimentar. Museu, enfim, não é para ver tudo!!!!
A saída dos estudantes do local das demonstrações  merece especial atenção de sua parte. Ele pede para que a gente observe os meninos saindo aos poucos e tocando, de leve, nos equipamentos como se ainda quisessem ficar. A satisfação do criador do museu se demonstra em um breve sorriso solitário.
Carlos finaliza nos dando uma pequena visão dos museus de Ciência e Tecnologia fora do Brasil. Esse material, lá fora, ele nos diz, é muito comum e cada país apresenta um tipo de preocupação. A Índia, com a Astrologia, os Estados Unidos com as teorias a respeito do Creacionismo e por aí afora.
O museu funciona de março a novembro, de acordo com o calendário escolar.
Endereço:Rua Dolores das Neves 229- Várzea- telefax (31)3681-1591 _ Lagoa Santa -MG



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